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AMOR: A MARCA DO RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOS

Ah, como é bom amar e, melhor ainda, como é bom ser amado – nos dias de hoje, em que o amor é tratado como um produto ou como uma desculpa para validar comportamentos e desejos perversos. Jesus - no texto de João - está demonstrando o verdadeiro amor cristão como a marca que evidencia para o mundo quem realmente segue a Cristo.  

Jesus mostra que mesmo no contexto mais próximo da cruz, tendo se despedido de Judas, que saiu para traí-lo e que poucas horas depois seria preso, humilhado e crucificado. Mesmo assim, Ele aponta o verdadeiro amor. Um amor baseado em graça e não em mérito. Um amor humilde e sacrificial que se entrega em favor do Seu povo.  

Esse amor que Jesus ensina aos Seus discípulos e que deve ser a marca distintiva de todos aqueles que são irmãos em Cristo, tem pelo menos três características: 

1. O amor cristão é um mandamento 

A primeira característica é que esse amor não é opcional. Jesus não estava dando um mero conselho ou fazendo um pedido. Jesus dá um mandamento, ou seja, uma ordem do Rei. Nesse mandamento do amor, Jesus diz que está dando um novo mandamento. Mas na lei de Moisés, o povo de Israel já havia recebido esse mandamento:  

“Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19:18) 

Esse novo mandamento dado por Jesus não é novo em seu conteúdo, mas novo em sua forma. Já não é mais para amar o próximo como a ti mesmo, e sim amar como Jesus amou. Isso eleva o nível, pois a régua já não é mais o amor humano. Agora o amor é perfeito, é o amor de Jesus. O amor humano ama por mérito, por interesse, por conveniência, por vaidade, por pressão ou até mesmo por pena. Já o amor de Jesus perdoa traidores, ama inimigos, suporta ofensas, serve sem interesse e se entrega até a morte.  

Por isso, Jesus é modelo máximo e perfeito de amor. Ele ama quem não merece ser amado. Ama cada um de nós, que não éramos dignos de Seu amor, e continuamos não sendo. Mesmo assim, somos alvos desse amor perfeito e infalível.
 

2. O amor cristão deve ser visível  

A segunda característica desse amor é que ele é um amor que pode ser visto. O verdadeiro amor demonstrado por Jesus e ordenado por Ele aqui é uma marca distintiva do Seu povo. Os outros, ao olharem para o relacionamento dos discípulos, deveriam perceber uma nítida diferença. Não é um amor fingido, ou só de palavras, ou um amor hipócrita. Essa nova expressão de amor ensinada por Jesus salta aos olhos como um amor que perdoa, que conforta, que cuida, que se dedica e se entrega. Essa é a marca que o mundo deve ver. Não os templos, ou a riqueza, ou o rigor litúrgico e teológico. Não são as grandes catedrais ou monumentos famosos que destacam o povo de Deus do resto do mundo. O que nos separa são as atitudes diárias. As pequenas coisas que poucos ou ninguém vê. A humildade de tratar todos como iguais. No serviço voluntário, ao dedicar tempo e recursos a quem muitas vezes nem conhecemos, mas amamos porque somos todos um só corpo.    


3. O amor cristão glorifica a Deus  

A terceira característica desse amor é que ele tem um objetivo central: glorificar Aquele que nos amou primeiro. O Deus que é amor tem Seu nome glorificado por meio do amor que Ele comunica a nós e nós dispensamos uns aos outros. Esse amor entre irmãos expõe a realidade do Evangelho. De fato, Deus nos amou tanto que nos deu Seu único filho, e nós, agora alvos desse amor, podemos amar também. Esse amor revela ainda a presença do Espírito Santo em nós. Só é capaz de amar assim quem nasceu de novo. Nesse novo nascimento, agora cheios do Espírito Santo de Deus, somos capacitados a viver nesse amor. Por fim, esse amor demonstra de maneira prática e visível a transformação produzida por Cristo em nós. Se nascemos de novo e agora pertencemos a Cristo, devemos viver de forma que demonstre esse fato. Somos discipulados por Jesus e crescemos em comunhão com Ele, tendo cada dia mais do Seu amor.  

Conclusão   

Entendendo esse novo mandamento que não é tão novo assim, podemos refletir a respeito de nossa própria jornada com Cristo. Devemos olhar para nós mesmos e nos perguntar se de fato estamos vivendo de maneira que o mundo veja em nós esse amor que Cristo demonstrou pelo Seu povo. Por isso, avaliemos nosso próprio coração e meditemos: há alguém que preciso perdoar ou pedir perdão? Eu tenho vivido para servir, ou só ser servido? Meu comportamento e cuidado com as outras pessoas têm refletido o caráter de Cristo, ou o meu coração egoísta? 

Jesus é o nosso maior exemplo de amor. Que possamos aprender com Ele e ser um testemunho vivo de que vale a pena seguir a Cristo, amá-lo de todo coração e viver essa comunhão de amor e graça como nossos irmãos. 

 

- Pr. Fernando Guedes – Pastor Auxiliar  

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